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Para ler e relaxar… ou não…
27 dAmerica/Sao_Paulo abril dAmerica/Sao_Paulo 2008
Minha amiga, há alguns dias recebi este texto de uma amiga querida. Era um desabafo…
Achei que você iria gostar de ler, por isso estou colocando à sua disposição, afinal sei que nem sempre os amores vêm e ficam… E como não estou com cabeça pra escrever, esta carta veio à calhar.
Mil beijos!
Carta à um Amor que se foi…
Eu olho para o céu e penso: onde estará você? Pensa em mim? Pensa em nós? O que o destino está colocando no teu caminho? E retirando? Come, dorme, namora, trabalha?
Faz algum tempo que nos desligamos, e durante esse tempo percorremos outros caminhos, construímos outras histórias, conhecemos outras pessoas (novos amigos, novos amores, ou meros espectadores).
Estamos agora cada um no seu caminho individual, eventualmente comparando-o ao caminho anterior. Não há tristeza ou alegria nessa comparação, há apenas algo que não sei nomear. Algo como resiliência, mas que às vezes ainda revolta. Algo como dor, mas que não mais dilacera o peito. Algo como perplexidade, mas que já não choca como antes. Esse algo que não sei nomear, bate no meu peito quando olho para o céu, e afaga meus cabelos quando deito a cabeça no travesseiro, como se fosse o último remanescente do nosso amor (aquele que ficou de apagar a luz).
Aliás, ainda durmo na mesma cama. No início achei que isso fosse impedir que você fosse embora do meu corpo quando deitasse, mas, de certa forma, me ajudou. A ausência real do seu toque me faz lembrar que não posso me contentar com a sua presença apenas em mim. Apenas em mim, e não por mim, e não para mim, e não sobre mim.
E novamente estou aqui, ao lado da janela, de onde vejo o céu (sempre o céu), e repenso onde estará você, em quem pensa, o que faz. E penso também: será que só eu penso? Será que você jamais me escreverá algo como estou escrevendo, e eu jamais poderei fuçar algum site em busca de confissões pessoais sobre seus sentimentos? Ah, quanta desvantagem!! São tantas palavras que tenho escritas a teu respeito, do início dos nossos problemas ao desfecho final, datadas e cuidadosamente guardadas. E as suas? Existem, verbalizadas ou textualizadas? Passíveis de serem encontradas, publicadas, contrabandeadas?
Não há muitas respostas para perguntas tão perigosas. E algumas, de fato, não poderiam ser respondidas, porque você se foi. E é essa uma característica dos amores que se vão: eles não precisam, e não devem, responder a algumas perguntas. Eles precisam, e devem, apenas ir. E se um dia voltarem, que voltem completamente modificados. Porque um amor que vai, e volta igual, não foi de fato. Um amor que vai precisa, e deve, morrer, pra renascer outro amor, ou qualquer outra coisa.
Mais uma pra o meu juízo…
24 dAmerica/Sao_Paulo março dAmerica/Sao_Paulo 2008

O notebook de Márcia
Minha amiga, estou em aflição, sabe o que é pior do que ter um marido blognaldo? É ter uma sócia com um notebook, sem entender nada de computador e ainda pior, sabendo menos que eu…
Minha mãe sempre disse que sociedade é o mesmo que casamento, a gente passa o dia todo junto no trabalho e quando chega em casa ainda fala por telefone tudo o que aconteceu durante o dia.
Eu e a Márcia somos assim, o dia inteiro sempre juntas, acho que já somos irmãs por afinidade, aprendo muito com ela, é leonina igual à Camila, inteligente, prestativa, amiga e a melhor de suas qualidades é ser uma super-mãe, embora sua humildade não a deixe perceber isso, fazendo com que a mesma pense exatamente o contrário, pois, como toda mãezona, ela quer sempre cuidar melhor dos filhos.
No entanto não estou aqui hoje pra falar das qualidades da minha socianalda e sim dos defeitos, ou melhor, do “defeito”.
Você já deve saber bem que eu não entendo quase nada de internet, quem ajeita meus posts, insere minhas figuras etc… principalmente etc é Sampson, imagine só que Márcia, sabe muito, mas muito menos que eu! Não é porque não tivesse computador, ela tem um há 6 anos mas esteve sempre guardado no maleiro do guarda-roupas desde o dia que casou, isso mesmo, ele continua guardado, pra não acabar com a decoração do quarto, eis o verdadeiro motivo…
Faz exatamente um mês que a Márcia comprou um notebook, exatamente o tempo que fiquei sem escrever pra você, pois todos os dias a “dita cuja” arruma trabalho pra mim neste mundo virtual, primeiro vejo todos os e-mails dela, pois ela odeia passar e/ou abrir sua correspondência, é mole? A última que quase me matou de rir foi o cadastramento de uma conta no Yahoo, ela pediu ajuda pra colocar o seu nome no quadro de preenchimento, pois o próprio não estava “cabendo no negócio”.
Bem, isso é só uma parte da história, pois tive que ir ao Crato de Sampson… Dá pra imaginar como foi, né? Todo mundo se divertindo e o blognaldo preocupado com o que iria postar quando voltasse ao Recife.
Amiga, responda com sinceridade, tem como uma pessoa, como eu, bater qualquer coisa nesse computador? Só se eu fosse uma blognalda. Tenha santa paciência!!!!
Espero estar de volta de verdade, se Sampson der uma ajudinha com a Camila… Ultimamente eu estou com os braços moles de tanto balançar a pequenina.
Mil beijinhos!
Emprestar o Sampson?! Como assim?
27 dAmerica/Sao_Paulo janeiro dAmerica/Sao_Paulo 2008
Minha amiga, como você já deve ter visto em meu perfil, sou fisioterapeuta há 7 anos e sempre chego em casa com muitas histórias de meus pacientes, que são 80% mulheres, de 11 até 85 anos.
Dona Eva é uma delas e é a que me dá mais trabalho por ser muito espirituosa e impaciente. Tem 64 anos, advogada aposentada, inteligentíssima, personalidade forte e humor inabalável. Extremamente prestativa com todos em sua turma do Pilates (método que ela pratica há quase 2 anos e do qual sou instrutora) e mãe de uma jovem de 26, Carla, a qual também é minha cliente.
Pois bem, Dona Eva sempre tem uma piada pra contar e é mestra em deixar os colegas e/ou as instrutoras arrasadas de vergonha. É sempre em alto e bom som: “Márcia, você que é matuta lá da Pedra, casou virgem??” Márcia é minha sócia, nasceu na pequena cidade de Pedra, interior de PE, e, ao contrário de mim, é muito tímida e fica abalada com certas perguntas, mas tudo bem, pior foi com outro paciente, Wilson, este sim é tímido. O rapaz estava super concentrado numa aula de Pilates, quando a nossa amiga falou: “Meu filho vou te dizer uma coisa, não fique com vergonha não, pois eu tenho idade de ser sua mãe, mas você é muito gostoso! Você é um gato! Olha, se um dia você precisar de “alguma coisa”, eu estou à disposição!” Não sei como Wilson conseguiu terminar aquela aula de tão vermelho que ficou, as outras alunas quase morrem de tanto rir…
Sexta-feira, dia 25, no fim da aula conversavam eu, Dona Eva e mais duas alunas, das quais uma era novata. Pra variar a dona da história tentava lembrar uma piada: “Comeu o cú… não… realeza… Interrompi: “Dona Eva que piada é esta?! Ela prontamente revidou: “Cala a boca que eu tô me lembrando! Lembrei! Foi assim, numa sala de aula a professora pediu que os alunos escrevessem um texto contendo Sexo, Realeza, Religião e Suspense. Os alunos ficaram desesperados, era muito difícil, mas, em menos de 5 minutos, Joãozinho levantou a mão: “Terminei professora!” E a professora: “Já!?” Joãozinho responde: “Já! Foi fácil, ficou assim: Comeram o cú da rainha! (sexo e realeza). Meu Deus! Quem foi?! (religião e suspense).”
Bem, depois de rirmos muito, começamos uma nova conversa perguntando como seria a vida da nossa amiga depois do casamento de Carla, sua filha. Ela foi curta e grossa: “Você Rosinha (outra aluna, quase a mesma idade que ela), vem me fazer companhia toda semana, Éryka vem nos fins de semana com Camila e uma vez por mês ela me empresta Sampson pra eu não ficar carente…”
Veja só se isso dá certo? Perdi a moral, eu agüento? Olha, se eu for contar tudo o que esta senhora apronta lá no studio, só termino de escrever daqui há uma semana… Mas de vez em quando chegarei com outras coisas que acontecem no meu trabalho…
Beijos pra você, amiga, e pra Dona Eva, que me deixou contar algumas de suas trelas aqui no blog, ainda que seja com o nome fictício (assim como todos os outros que citei, com exceção de mim, Sampson, Camila e minha sócia).
Até mais!










